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A Árvore da Vida - Medicina Ayurvédica

Medicina Ayurvédica

A Árvore da Vida

 


Introdução



Tratar sobre a Medicina Ayurvédica é algo muito especial, é como tratar sobre a própria origem da vida e o seu desdobramento, passando por diferentes ciclos ou eras.

A este respeito podemos lembrar que este planeta local tem 4.6 bilhões de anos. E que a vida começou a se assentar de uma forma profundamente diferente da atual, há 4 bilhões de anos. Naquela época, o planeta era imensamente maior, mas com a ocorrência de diversos cataclismos naturais e outros artificiais, foi perdendo grande parte da sua estrutura, até tornar-se o geoide irregular que é hoje. Também podemos citar o fato de que além da grande massa de águas salgadas e doces - 76,4% do planeta - as suas terras emersas formavam uma estrutura muito regular e que recebeu o nome de hiperbórea e bem depois, Rodínea. Para só muito após, depois de muitos cataclismos e convulsões, sua terra rodínea se desdobrar em 21 placas tectônicas e receber o nome de Pan Geya.

No período de hiperbórea eram os hiperbóreos que habitavam este planeta local, e que não tinham corpos físicos, materiais, porém corpos formados de estruturas sutis, com diferentes alturas, chegando até cinco metros de altura, mas eram transparentes e se moviam com o vento, com o ar e se comunicavam entre si, por uma linguagem não falada, possivelmente atávica. Estes seres de pura luz, habitaram o planeta por longo tempo. Mas após sucessivos cataclismos naturais, foram se incorporando nos próprios elementos originais da natureza, como o ar, o éter, a água, o fogo, a terra primitiva - Prakritti - e se tornaram parte daquela primeira estrutura primordial que na realidade formava um verdadeiro paraíso no planeta. Com vegetação abundante, árvores gigantes, rios e cachoeiras de dimensões inimagináveis e habitado por aves e animais bem diferentes dos atuais.

Com o passar dos ciclos ou eras, de forma desconhecida, foram surgindo aqui outros tipos de elementos e entre estes, surgiram os seres formados por corpos materiais, inclusive muito maiores que os atuais. Todavia, ainda de forma desconhecida, haviam aqui criaturas, híbridos, mutantes, replicantes, clones e as espécies de seres humanos, inclusive gigantes, como vem sendo descoberto através de pesquisas científicas sérias atualmente.

Entre as civilizações mais antigas conhecidas parcialmente, podemos citar a civilização de Mu - mãe - a civilização de Lemuria - filha - de antiguidade quase desconhecida, pois as mesmas tiveram desdobramentos ao longo de milhões de anos. Temos também, as civilizações Dravídica e a civilização Atlante, contemporâneas àquelas. Todavia, existiram outras civilizações antigas, porém mais recentes. Todas estas civilizações foram formando raças e sub-raças até os dias atuais, onde em função de uma forte e natural miscigenação, pode-se através de estudos mais acurados, chegar-se até - parte - daquelas origens.

Como surgiu a Medicina Ayurvédica

E foi dentro da cultura arquimilenar da Civilização Dravídica, também conhecida como Civilização Védica que nasceu a Medicina Ayurvédica, como um ramo de saúde muito acurado a partir dos primeiros tratados especiais e clássicos escritos em uma linguagem conhecida no planeta, chamada Sanskrito ou bem(san) escrito(skrito). Estes tratados especiais e os primeiros escritos em uma linguagem conhecida no planeta são Os quatro Vedas ou quatro Riks. O Rig Veda, o Sama Veda, o Yajur Veda e o Atharva Veda. O Atharva Veda é estruturado em duas partes distintas e foi exatamente da sua segunda parte que nasceu a Medicina Ayurvédica ou Ciência da Vida. A palavra Ayur quer dizer vida e a palavra Veda quer dizer visão profunda ou conhecimento profundo. Havia também a Medicina Siddha ou Ciência da Perfeição, também nascida do Atharva Veda e do Sama Veda, mas atualmente apenas encontramos parte da mesma de forma muito dispersa em textos clássicos milenares. A palavra Siddha quer dizer perfeição em todos os seus significados e sentidos. E continha um conhecimento profundamente avançado - aparentemente - vindo de outras civilizações que passaram pelo planeta em seus primórdios.

Ao longo dos milênios a Medicina Ayurvédica foi se firmando em uma grande parte do planeta e estabelecendo marcos regulatórios e diferentes formas de aplicação, não só propedêuticas ou terapêuticas, contudo formas mais amplas e socializantes de aplicação e que são utilizadas amplamente até hoje, nos países asiáticos e orientais. Sua tecnologia humanizada manteve-se forte e com plena base de aplicação coletiva e individual.

Alguns tratados clássicos sobre Medicina Ayurvédica

Iremos abordar aqui, em outros capítulos, toda uma série de tratados clássicos sobre a Medicina Ayurvédica, porém, já neste primeiro capítulo vamos citar quatro deles, para embasar esta dissertação que será longa, esclarecedora e distribuída em capítulos.

1) O Sushruta Samhita, com aproximadamente 5.200 anos,
2) O Charaka Samhita, com aproximadamente 5.200 anos,
3) O Hridaya Ashtanga - de Vag Bhata - com aproximadamente 5.150 anos e,
4) O Bha Vishya Purana, com aproximadamente 5.150 anos.

Estes tratados clássicos da medicina Ayurvédica, abordam a correta manutenção da saúde, curas por meio da utilização de técnicas específicas, tratamentos ou curas por meio da utilização de óleos propedêuticos ou terapêuticos, sobre alimentação adequada à saúde do corpo e do espírito e à composição orgânica dos alimentos e como estes influenciam na saúde ou na doença das pessoas.

Outras visões dos textos clássicos

Contudo, tratam ainda de questões importantes, como o fato de que cada pessoa, processa suas experiências, de acordo com:
a) O que sente, o que vê e o que pensa.
b) Como sente, como vê e como pensa,
c) O que come e o que bebe,
d) Também sobre as energias dos ambientes, egrégoras ou miasmas - e o que estas causam na vida, na energia e na saúde das pessoas,
e) Como todo esse complexo de partículas de energias em constante movimento, pode alterar de uma forma ou de outra, cada elemento da natureza e cada ser, cada pessoa,
f) Esses textos clássicos, contudo, mostram caminhos específicos saudáveis e naturais, para se manter não só o equilíbrio sutil, mas também o equilíbrio eletro somatológico - emocional, nervoso e psicológico - que se reflete diretamente no equilíbrio eletro biológico.
g) Vai mais além e, demonstra de forma clara, como todos esses complexos elementos, agem de forma direta - positiva ou negativa - no Sistema Imunológico, no Sistema Glandular Hormonal e inclusive, como as prescrições e orientações de tratamentos ali contidas, se forem observadas e seguidas com seriedade, trazem imensos e duradouros benefícios para a saúde sutil e para a saúde eletro biológico, conhecida como saúde física.

Conclusão provisória I

Este capítulo terá sequência e aprofundamento nos próximos, com amplo detalhamento, inclusive sobre tipos de aplicações práticas em relação à saúde sutil e à saúde eletro biológica ou física.







Texto colaboração de Claudio Duarte - Doutor em Yóga, Delhi/Índia - Fundador da Universidade Aberta de Yóga - Unesco member / PACY member - (11) 3288-8860 - Janeiro 2018


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