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Aceitar para superar

Sempre que um ano se inicia é comum que alguns conflitos internos se desencadeiem mais fortemente, afinal diante do novo é inevitável pensar no que gostaríamos de ter feito diferente. Isso pode ser muito positivo no sentido de buscar estratégias e incorporar formas mais adequadas para conseguirmos atingir os objetivos que não se concretizaram no ano passado. Mas também pode representar um estado de cobrança muito prejudicial ao nosso estado mental quando nos revoltamos e não aceitamos o que somos impotentes para transformar.

A aceitação de situações que fogem ao nosso controle é um grande passo para o gerenciamento desses conflitos interiores. Aceitar não é submeter-se ao que não se concorda, não é absolutamente se entregar e deixar de lutar por suas convicções.

Trata-se de conscientizar-se do que é possível ou não mudar em relação a alguém ou alguma situação. Aceitar é sábio, pois, além de evitar muito sofrimento, ainda nos estimula e fortalece para a superação necessária. As nossas ações no passado não podem ser alteradas, entretanto, a maneira como agimos deve representar a transformação que desejamos. Afinal, se os fins não nos estão satisfazendo; é necessário alterarmos os meios. Culpar-se por atitudes já tomadas é manter-se em sofrimen to por algo que não existe mais. O passado é uma somatória de experiências importantes para o crescimento de cada um e é nele que encontramos sentido para muitas situações do presente. Entretanto, uma visão futurista e progressista muito nos pode ajudar no sentido de não nos fixarmos em retrospectivas improdutivas.

Esse período de início de ano inspira reflexões profundas ao ser humano que deseja maior qualidade de vida e é importante que se constate o que, por alguma razão, não foi realizado no ano que se findou. No entanto, é preciso que esse pensamento seja exclusivamente com objetivo reflexivo. Nada de pensamentos tristonhos; apenas uma avaliação do que ainda se quer realizar e como fazê-lo. Buscar novas alternativas de ação no presente é redimir-se, transformando a si mesmo e, por conseguinte, as situações.  Dessa forma, é a aceitação com ação revigorante que promove a paz e dissolve esses conflitos internos adequando-os para níveis positivos e sensatos.

Dissolver conflitos é remetê-los do plano emocional para o racional, não é tarefa fácil, mas possível. O diálogo interior onde questionamos a nós mesmos sobre nossos valores, crenças e sentimentos é uma ação recomendável para quem deseja mudanças significativas na própria vida. A compreensão de nossos sentimentos faculta a orientação que necessitamos para a transformação que desejamos em nossas vidas!

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Texto de: Suely Buriasco - Fonte: Adriana Franco - 06-01-2011


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