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Faça a coisa certa

Dois conceitos muito em voga nas empresas hoje em dia são os conceitos de eficiência e eficácia. A princípio parecem coisas bastante parecidas, mas são critérios bastante diferentes. Procurando no dicionário, podemos encontrar as seguintes definições:
Eficiência: qualidade ou característica de quem cumpre suas obrigações e funções quanto a normas e padrões.
Eficácia: qualidade ou característica de quem chega realmente à consecução de um objetivo.
Ou seja, uma pessoa pode ser extremamente eficiente, fazer tudo o que é requerido pelo seu cargo, ser organizada, documentar e arquivar todas as informações, seguir os procedimentos e normas da empresa, mas isto não quer dizer que esta pessoa está trazendo resultados reais. É simples verificarmos isto. Por exemplo, quando vamos a um cartório autenticar uma assinatura, vemos claramente uma série de funcionários extremamente eficientes em seguir normas e procedimentos. Mas, pensando bem, aquela pessoa está declarando que alguém que ela não conhece tem uma assinatura em um cartão que "bate" com a que está no documento. Será que isto é eficaz?
Por outro lado, temos pessoas extremamente eficazes, criativas e inovadoras e que têm extrema dificuldade em sistematizar, em transferir seu conhecimento para outros na empresa. Muitas vezes isto acontece em áreas de software: o programador faz um maravilhoso sistema, que facilita a vida de todo mundo e funciona maravilhosamente bem. Quando este programador deixa a empresa, ninguém mais consegue dar manutenção no programa porque só ele sabia como era feito. Eficaz, mas muito pouco eficiente.
Então se fazem vários treinamentos mostrando às pessoa a importância de ser tanto eficaz quanto eficiente. E cada vez mais o mundo exige que sejamos eficientes, eficazes e "muticompetentes".
Claro que quando pensamos nisto, pode existir um certo "sentimento de opressão". Afinal, hoje em dia não basta ter um só talento. Precisamos ser verdadeiros gênios para sobreviver no mercado!
Bom, vamos analisar um pouco o que quer dizer ser um gênio. Normalmente, o conceito de gênio que a maioria das pessoas faz é lembrar daquela fotografia de Einstein, descabelado e mostrando a língua. Quando pensamos em "gênio", nos lembramos de alguém excêntrico e anti-social, que anda pelos cantos e não se relaciona com outros seres da espécie humana. Será que isto é verdade?
E as pessoas que não são consideradas gênios, que são consideradas muito boas no que fazem? O que as diferenciam da média?
Durante toda a minha vida, encontrei pessoas "muito boas" de todos os tipos. Mas todas tinham uma mesma característica: nunca querer fazer alguma coisa "mais ou menos". Todas essas pessoas, que podem ser tímidas, extrovertidas, intelectuais, atletas, frias, amorosas, etc, quando têm alguma tarefa começam fazendo direito. Alguém que é "muito bom" faz o que considera certo, não o mínimo possível. É aquele tipo de pessoa que percebe tudo o que envolve uma tarefa, e se preocupa com tudo isto. Mesmo que seja para fazer uma pequena apresentação para o chefe, se prepara como se fosse para defender sua tese de doutorado. É aquele tipo de pessoa que, ao lavar louça, não deixa as panelas sujas e cheias de água na pia. Já que é para fazer, vamos fazer direito.
O novo livro de Eugênio Mussak, "Metacompetência", entre outras coisas, fala justamente sobre isto. Sobre não apenas fazer certo as coisas, mas também fazer a coisa certa.
Fazer certo as coisas, significa conseguir ter uma visão holística. Por exemplo, será que plantar soja transgênica, mesmo que o governo libere, é certo? Será que é certo alguém que trabalha no "contas a pagar" de uma empresa atrasar o pagamento de fornecedores apenas porque pode fazer isto? Como isto vai influenciar no futuro da empresa?
Há alguns anos atrás uma montadora do ABC estava fechando uma de suas fábricas e precisou demitir todos os funcionários. Fez certo, pagando todos os direitos, etc... Porém, mandou as cartas de demissão no período do natal. Será que isto foi a coisa certa? Eu, pessoalmente, já encontrei três ou quatro pessoas que se recusam a comprar carros desta marca depois disto. Quantos clientes, será que perderam, por terem feito certo sem fazer a coisa certa?





Texto de Paula Falcão - consultora e diretora da KDP-Kepler


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