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Será que ninguém é insubstituível?

A frase para pensar que escolhi este mês é muito ouvida, principalmente nas bases da organização. É a velha "Cuidado, ninguém é insubstituível..." Vamos analisar isto mais profundamente: dos oito bilhões de pessoas que vivem em nosso planeta, apenas os gêmeos idênticos têm o mesmo DNA. Mesmo assim, se tornam pessoas diferentes em virtude das experiências que viveram. Portanto, não temos ninguém igualzinho à gente neste planeta. Como, então, podemos ser substituídos?
Claro que algumas de nossas competências podem ser substituídas. Mas a competência é formada por quatro componentes: o conhecimento sobre o assunto, a habilidade que temos com o mesmo - muito baseada na nossa experiência, a atitude que temos ao lidar com o assunto - muito baseada na nossa personalidade e finalmente a visão que temos de como a nossa competência se integra no todo da empresa.
Vamos analisar estes itens, começando pelo conhecimento. Este, principalmente se for o conhecimento técnico, é o mais fácil de ser substituível, porque a humanidade está adquirindo novos conhecimentos a um ritmo alucinante. Vocês sabiam que uma criança de 5 anos hoje já recebeu mais informações do que nossos avós receberam durante a vida inteira? Como então lidar com este item da competência que é tão rápido e importante ao mesmo tempo? Eu mesma sou um exemplo típico de como o conhecimento se torna arcaico. Me formei há 20 anos em informática. Há 12 saí da área e posso dizer com certeza que hoje não sei mais nada. Mas conservei uma coisa: o tipo de raciocínio necessário para lidar com computadores. Se eu quisesse voltar a trabalhar em informática, alguns cursos de atualização resolveriam... Portanto, hoje, mesmo a manipulação do conhecimento está completamente ligada a ter uma atitude de flexibilidade, abertura para o novo e de saber filtrar o que realmente é importante, porque se não fizermos isto seremos afogados em um mar de informações irrelevantes.
O segundo componente é a habilidade, que vem do nosso talento para o assunto junto com a experiência que temos ao lidar com o mesmo. A habilidade é construída ao longo de muito tempo de experiência e amadurecimento. A melhor política para lidar com ela é ser humilde, reconhecer que sempre vai ter alguém mais habil que nós e procurar sempre fazer o melhor e aprender mais.
O terceiro componente faz a maior diferença no ambiente organizacional: a atitude que temos ao lidar com o assunto da competência. É aqui que precisamos aprender a "dançar conforme a música". Quando estamos em um baile, a primeira coisa a fazer é ouvir a música. Se gostarmos, vamos para a pista de dança. Mas sempre dançamos a música que está tocando. Se estiver tocando valsa e resolvermos dançar forró, será que vai dar certo? É claro que não! Às vezes precisamos dançar uma música que não gostamos tanto assim para fazer uma gentileza à pessoa que está dançando com a gente. Na empresa, é a mesma coisa! É um grande baile onde a música muda de acordo com a política da empresa, o mercado, o chefe, a situação do país e do mundo, etc... É importante você "dançar conforme a música" ou deixar a pista de dança. Não adianta manter atitudes que não servem mais só porque você agiu assim a vida toda. Você só vai se prejudicar com isto, prejudicar a empresa e portanto toda a sociedade e o país. Se você escolher estar ali, colabore! Se você não concorda, saia da pista de dança ou lute contra isto sugerindo novos ritmos para a orquestra, mas sem perder o passo da música que está tocando no momento! Se você não perder o ritmo, não precisará ser substituído!

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Texto de Paula Falcão - consultora e diretora da KDP-Kepler Consultoria em Desenvolvimento de Potencial, autora de vários livros e jogos de sucesso.


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