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Meditação e abordagens terapêuticas na escola pública

O que acontece quando meditação e abordagens terapêuticas entram em sala de aula na rede pública de ensino?

A experiência inovadora aconteceu na Escola Estadual Prof. José Calvitti Filho, na cidade de Santo André, São Paulo.
A professora de artes Maria Clara da Silva, ousou desenvolver um projeto de sensibilização com 220 alunos, de 1ºs e 2ºs anos do Ensino Médio.

Foram 12 aulas, utilizando como ferramenta para o relaxamento, introspecção e elaboração de textos e desenhos, as faixas do Cd “Todos Fazem Parte”, da terapeuta holística Rita Duenhas, cuidadora corporal e emocional, pós graduada em Psicologia Transpessoal pelo Gadong Monastery no Tibet, que encontrou inspiração para desenvolver essa obra na Constelação Familiar, uma abordagem terapêutica criada pelo teólogo, filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, que vem auxiliando pessoas ao redor do mundo na melhoria das relações com o outro.

Através da música e da meditação, as aulas se transformaram em um convite ao encontro dos alunos, com cada ser da família de origem, com a família que criaram ao longo da jornada e com a grande família da humanidade. Trabalhando com temas como culpa e perdão, a arte educadora promoveu formas de elaborar sentimentos e superar os traumas da vulnerabilidade social.

O resultado foi apresentado em livros com o registro da criação artística produzida em cada aula. Mas o que mais surpreendeu a professora Maria Clara, foi a transformação no comportamento dos alunos, individual e coletivamente. ”A estrutura da sala de aula do Governo do Estado de São Paulo é massificante e sem opção. Todos estão carentes de atenção, afeto, trégua e entendimento. O celular, o computador, etc. podem estar cada vez mais presentes mas, somos seres humanos, reagimos como todos os mamíferos: precisamos do olhar, do toque, do entendimento, do outro.

Sair da correria, da mesmice e buscar o sentimento, a percepção do que quer, do que precisa, do que vale a pena, trouxe nova possibilidade. A arte, através da música, veio a esse encontro. Lendo o relatório dos alunos vi o quanto foi importante trabalhar nesse projeto. O Cd mexeu com nossas vidas e alterou nosso cotidiano para melhor. A pergunta agora é: como mudar esse sistema que não funciona mais? Como introduzir nas escolas algo que realmente dê estimulo à nossa alma? Como ter nas escolas pessoas qualificadas a realizar um trabalho tão diferente e humanizado?
Como fazer melhor?”

O Cd “Todos Fazem Parte”, acaba de ser incorporado como instrumento de promoção da cidadania, na Instituição Assistencial e Educacional Dr. Klaide, também em Santo André, que atende integralmente crianças entre 2 e 5 anos na creche e de 6 a 14 anos no Núcleo de Formação e Iniciação Profissional Antonio de Paula.





Texto de: A.I. Isabella Chedid - 16-04-2012


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