Prof. Carlos Rosa

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E por falar em amor...

 

O Amor nada dá senão de si próprio e nada
 recebe senão de si próprio.
O Amor não possui e não se deixa possuir,
pois o Amor basta-se a si mesmo.
Gibran Khalil Gibran

Todos nós nascemos para amar; o Amor é
o princípio da existência e o seu único fim.
Disraeli

 

Há  alguns meses atrás, eu escrevi um artigo nesta maravilhosa publicação intitulado: O PODER DO AMOR.

Como o meu amigo Alberto Sugamele (www.momentosdeamor.com.br) está se tornando um expert no assunto com seus artigos inusitados, resolvi acrescentar alguma coisa àquele outro, que talvez possa ser de alguma valia para os propósitos de todos aqueles que, como nós, têm o Amor como lema de vida. Aí vai.

Alguém que tentou o poder do Amor para resolver os problemas da vida, disse: “Opera co-mo por encanto.

É um preservativo contra o pecado, contra a doença, contra a infelicidade, e traz consigo a prosperidade e a saúde”.

Se os que vivem em discórdia quisessem somente experimentar o emprego deste meio, mesmo durante um curto espaço de tempo, nunca mais desejariam voltar à maneira antiga de viver, nunca mais poriam em prática o velho método de brigar, de ser ciumento, impaciente, exigente e inquieto.

E por que não experimentar?

Você que tem se deixado torturar durante anos, pela raiva, pela inquietação, pelo medo, pelo ódio e pela má vontade; você que tem gastado improdutivamente anos e mais anos de sua vida, por que não se afastar dessa falsa maneira de viver e não experimenta o poder do amor?

Você que tem tido amargas contrariedades na vida familiar; filhos, maridos, esposas, que muitas vezes se têm enraivecido, destruindo a paz e o conforto do vosso lar, deixai passar o Amor, porque este nunca vos contrariará.

O Amor lhe apagará todas as falsas rugas; e introduzirá um novo espírito na sua casa; ele inundará seus olhos de uma luz nova e o coração de uma nova esperança e de uma nova alegria.

Você que anda numa vida solitária e estéril; você que envenena a própria existência; vocês doutores incrédulos, pessimistas, vocês que têm vivido como egoístas, procurando só a própria felicidade; vocês que têm andado de braço dado com a impaciência; vocês que têm passado uma vida cheia de medos e ciúmes, porque não experimentam os métodos do Amor?

Observe que nenhum dos outros métodos conseguiu lhes fazer feliz. O egoísmo nunca conseguirá a felicidade, porque não está em harmonia com a Lei de Deus, contrariamente ao que sucede com o Amor, que harmoniza tudo quanto é real, verdadeiro e belo, atuando sem se cansar, libertando-os do mau humor e resolvendo todos os problemas.

A todos aqueles para quem a vida só tem sido uma amarga contrariedade, queremos indicar um método melhor que o será também para todos os vencidos da vida: é o método do Amor.

Você deve empregá-lo em todas as dificuldades e tristezas, a fim de que possa resolver todos os problemas que por ventura aparecerem.Vocês, mães, que já estão cansadas a ponto de envelhecer prematuramente, tentando educar os filhos com brigas, castigos, por que não mudar de método e experimentar o emprego do Amor?

Vocês podem criar nos seus filhos o respeito e a obediência muito mais depressa e com melhores resultados do que os castigando. E os filhos, com certeza lhe terão mais Amor.Há alguma coisa na natureza humana, que protesta, quando se pretende forçá-la.

Se vocês até aqui tem empregado a força contra vossos filhos e filhas, abandonem esse sistema e experimentem o vosso amor. Vocês verão que a transformação acontecerá em vossos lares; vocês verão como todas as arestas serão aparadas; como por milagre, todo o sofrimento que até agora existia, se tornará um verdadeiro prazer.

O Amor não tenta corrigir defeitos ou mudar tendências más, chamando a atenção para esses defeitos ou tendências; simplesmente neutraliza uns e outros; afugenta uns e outros, exatamente como o Sol afugenta a escuridão de um quarto, ao abrirem-se as janelas.

Tente o emprego do Amor, vocês homens que até então têm procedido como senhores e “donos” da vossa família, tratando todos com dureza, como se fossem escravos, tolhendo-lhes o divino direito de se expressar.

Cremos que já é tempo de que tomem consciência de que esses métodos nunca conduziram ninguém à felicidade, porque produzem contrariedades. Por isso, é hora de tentar um novo método, uma nova filosofia: o Amor.


Vocês, homens e mulheres que nunca conseguiram que os outros lhes servissem conveni-entemente; que ficam aborrecidos freqüentemente pela má vontade e prejuízos causados pelos empregados; que têm sofrido pela falta de honestidade desses mesmos empregados; que estão ficando velhos e maltratados pelo trabalho, experimentai o emprego do Amor.


Empreguem também vocês que estão cansados de todas as dificuldades, de todas as atribulações que surgem cotidianamente nos negócios, porque com absoluta certeza se introduzirá um novo espírito na vossa empresa, no vosso escritório ou no vosso comércio.

Quaisquer que sejam as dificuldades que esteja passando neste momento, o Amor lubrificará todos os pontos da máquina que lhe move a vida.

Você que até aqui tem vivido no “purgatório”, porque não conhecia o poder do amor, por que não o experimenta, AGORA?


O Amor ocupa-se de tudo o que é belo, puro, verdadeiro e valioso; não traz consigo remorsos, nem causa tristeza; é puro como a vida de uma criança. A alma diz sempre: Amém! Em todos os seus atos. Os métodos do Amor nos conduzem ao fim, porque são os métodos de Deus.


Empregue o amor, porque ele contém o segredo da felicidade.


Um dia, conta uma história, um raio de sol ouviu dizer que na Terra havia lugares terríveis, tão feios, tão tristes que não se podiam descrever.

Então, o raio de sol resolveu visitar esses lugares tenebrosos e pôs-se a caminho com espantosa velocidade.

Primeiramente, desceu às cavernas da Terra; introduziu-se nas casas sem claridade, nas ruas sombrias, nas vielas e nas grutas subterrâneas; viajou por toda parte à procura da obscuridade, porque desejava saber o que esta era, mas nunca pôde descobri-la, porque, para qualquer lugar que fosse, levava sempre consigo a luz.

Qualquer lugar que esse raio visitasse, iluminava e enchia-se de alegria, com a sua presença.


O Sol é o maior e mais magnífico exemplo do Amor; manda os seus raios luminosos e alegres tanto a prisões como a palácios; entrega-se alegre e sem exceção, tanto ao maior criminoso e ao desgraçado dos seres que se arrasta, coberto de farrapos, pelo mundo, como ao imperador, no alto do seu trono. Não tem preferências. Brilha por igual sobre os justos e os injustos.

Não pergunta a si mesmo em que campos, em que flores, em que habitações deve brilhar. Não estabelece discussões sobre as nossas diferentes raças, sobre nossos princípios, sobre a nossa política, sobre as nossas crenças religiosas ou sobre a cor da pele de cada um.

Brilha em todas as nações, nos bons e nos maus, no crente e no ímpio, nos brancos e nos pretos ou nos amarelos.

Não tem ódio aos homens, nem preconceitos acerca deles. Inunda simplesmente de luz e calor os lugares em que entra.

Os lugares mais empestados, os pântanos mais pútridos, as cavernas mais infectas, os covis dos seres mais abjetos limpam-se e alegram-se, com a sua luz e beleza.


Como o sol, o Amor ilumina, aquece e desperta tudo aquilo em que toca; é para o coração humano o que o Sol é para a rosa, de que faz sair o perfume, a beleza e a riqueza que ela encerra.

O amor acorda tudo o que há de melhor em nós, porque nos desperta os sentimentos mais nobres e os ideais mais elevados.

Overdadeiro amor eleva, purifica e fortifica todos os corações em que toca. Eleva-nos acima de nós mesmos, porque só vê o bem que existe em nós.

Deixa para trás a nossa fraqueza, a nossa culpabilidade, a nossa convicção de importância e de inferioridade, e vê em nós o divino que está à espera de ser chamado a manifestar-se; liberta o ser original e desperta o maravilhoso poder, em nós tão profundamente escondido que nem sequer suspeitáva-mos da sua existência.


O Amor vê Deus no ser humano mais desgraçado. A todos oferece a sua boa sorte.

Nenhum ser ficou privado de recomeçar a sua vida. Quando tudo lhe tirarem e a sua vida estiver saturada de amargor e de angústia, o ladrão, o criminoso, “o que está fora da lei”, o desprezado, podem voltar-se para o Amor e achar um refúgio, porque O AMOR NUNCA MORRE.


“O Amor e a alegria são os elementos básicos para conquistarmos amizades e as conservar-mos. E são básicos, também, para a nossa paz mental.

Demonstre Amor e alegria em todas as oportunidades, e veja que a paz nasce dentro de você.

A felicidade não pode estar em nada que esteja fora de você. Busque-a dentro de você mesmo, pois a felicidade é Deus, e Deus mora dentro de você” – diz-nos C.T. Pastorinho.


E Disraeli completa: “Todos nós nascemos para amar; o Amor é o princípio da existência e o seu único fim”.

 

Professor Carlos Rosa: Contato: (11) 5584-7378





Texto de: Prof. Carlos Rosa


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