Prof. Carlos Rosa

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A doença, a velhice e a morte

 

Escolhi estes temas: doença, velhice e morte, respectivamente, porque me parece serem o que mais assusta as pessoas nestes dias de tensão e incerteza. Poderia também acrescentar a falta de amor, de trabalho e de dinheiro, temas por demais explorados neste periódico e na mídia como um todo. Não, o assunto deste mês será exclusivamente “doença”; doença física.


Minha amiga e meu amigo leitor, o mundo que nos rodeia é belo! Poderíamos dizer que essa beleza evoca, em cada ser humano, uma harmonia de sentimentos afins com a beleza natural que contemplamos nas cores do despertar da aurora.


Não podemos perceber a beleza fora de nós, a menos que ela também exista em nós. Não podemos compreender a beleza se nós mesmos não formos belos internamente. Não podemos entender a harmonia a não ser que nós próprios, internamente, sejamos harmônicos. Todas as coisas de valor estão dentro de nós, e o mundo exterior apenas nos oferece o estímulo para entender o que está dentro de nós.


Mas, não obstante toda esta beleza que nos rodeia, o coração sofre e a mente é perturbada com  pensamentos de aflição, entre eles a doença.


Como filhos de Deus perfeito, a mente humana deveria ser a imagem divina, com pensa-mentos cheios de inspiração e com o coração se abrindo sempre para o amor e, por conseguinte, a nossa atitude deveria ser também perfeita.


Mas a realidade é outra. O que encontramos no dia-a dia, são seres humanos doentes, fatigados, desanimados e, por conseguinte, completamente inábeis para desenvolver suas potencialidades e acompanhar o desenvolvimento tecnológico deste agitado planeta.


O que vão ler adiante, pode parecer àqueles menos versados na arte do bem viver, um tanto louco ou mesmo desprovido de senso da realidade, mas posso lhes garantir que é a mais pura verdade.


As doenças são métodos, processos de purificação, e também em muitos casos, uma benção dos céus, que a Natureza usa com maestria. As doenças curam o egoísmo, ensinam a paciência, traz consigo a concentração da mente sobre a beleza da vida e sobre a necessidade de viver retamente, e torna os indivíduos bondosos e cheios de simpatia por todos os seres.


Não é a Natureza externa e tirânica que nos torna doente. Estas são sempre o resultado ou a conseqüência do nosso próprio modo errado de agir: atividade mental errada e ações físicas erradas, nesta ou em outra vida passada. As doenças, com seu concomitante sofrimento e martírio, são os melhores amigos a nos prevenir; abrandam os nossos corações, alargam as nossas mentes, dão-nos a oportunidade de exercitarmos a nossa força de vontade, e dão-nos o campo para a atividade dos nossos instintos morais. Também instilam na nossa mente a piedade e compaixão para com o próximo.


Em absoluto estou fazendo apologia da doença, somente demonstrando que a Natureza, na sua proverbial sabedoria, tira proveito do sofrimento para purificar o ser humano, para mostrar-lhe que tudo o que nos acontece é proveniente do nosso Ego, do nosso modo errado de pensar e de agir. Todos os males da vida fomos nós que causamos a nós mesmos. Nós os merecemos, pois somos os seus criadores. Eles vêm sobre nós, e nós mesmos os sofremos; mas estamos apenas colhendo as reações, os efeitos, das sementes de pensamentos e de ações que semeamos no passado. Esta maravilhosa doutrina se chama Karma.


Com tudo, “bem” e “mal” são relativos. Nós chamamos boas as coisas quando acontecem para nos darem prazer; mas quando não gostamos delas, dizemos que são más. E, no entanto, é precisamente a coisa de que não gostamos que, em alguns casos, nos deu esplêndidos resultados, nos trouxe boa sorte, felicidade ou, pelo menos, tornou vigoroso o nosso caráter, o que vale mais do que todos os tesouros do planeta; e deu-nos oportunidade de conhecimento, desencadeou os poderes do nosso coração, habilitou-nos a pensar, em suma, fez de nós um “homem”.


Nada nos acontece que em princípio não tenha sido imaginado por nós mesmos. Somos nós que semeamos as próprias sementes. Agora elas brotaram em nós, e nós dizemos: eu não posso compreender como semelhante coisa me aconteceu! Mas aconteceu; e se a tomarmos acertadamente, se a encararmos bem, se reagirmos de maneira apropriada e a olharmos como se fosse justamente aquilo que teríamos escolhido, nos tornaremos colaboradores do destino, seremos felizes e cresceremos. A força será nossa. A sabedoria crescerá em nossos corações.


Vamos ilustrar o assunto. Um homem muito bom e justo, de repente é atacado (digamos assim, para enfatizar o assunto) por uma repelente e horrorosa doença.

Que ele saiba, não há nada na vida presente que a tivesse ocasionado. Súbita e inexplicavelmente ele foi acometido, de tal forma que, por algum tempo, ele se odeia a si próprio, a sua alma volta-se aflita para os deuses que não ouvem, e ele diz: “Que fiz eu para atrair isto sobre mim?” – Podemos dizer que ele era um homem mau? Não; ele é um homem bom. Mas este é um caso em que as sementes do passado – sementes de pensamentos, de emoções, de fraquezas em vidas passadas – não tinham ainda nascido, não tinham até aquele momento frutificado, mas agora o fazem. Agora elas germinaram. Talvez elas desejassem brotar em vidas passadas; mas o homem foi covarde e de qualquer forma reprimiu-as, pelo pensamento, adiando a agonia até algum dia mais tarde.


A lição a aprender de tudo isto é a seguinte: quando você for acometido pela desgraça, pela doença, quando a angústia dilacerar o seu coração, quando parecer que o mundo inteiro se voltou contra você, não se renda. Encare tudo, acabe com aquilo, para que futuramente, quando o seu caráter for mais forte e melhor, não tenha ainda armazenada alguma semente não germinada do destino kármico a florescer e a lhe causar por muito mais tempo, maior infelicidade do que poderia causar agora.


Nunca devemos nos esquecer que é somente o “finito” que sofre; e é igualmente o finito que ama, e que faz tudo isto porque está aprendendo. Está constantemente se instruindo, crescendo. Não importa quão pequeno ou grande ele possa ser: micróbio ou elefante, superdeus ou átomos de oxigênio; todos estão aprendendo e crescendo, conseqüentemente passando por estágios de felicidade e bem-aventurança, ou de sofrimento e dor.


Para o olho que percebe e para o coração que entende, tudo que existe constitui uma oportunidade de aprender, isto é, de crescer. E quando para você for uma realidade que o sofrimento e a dor são dois dos meios pelos quais crescemos, então advirá paz para o coração e tranqüilidade para a mente.


“Todas” as doenças físicas têm sua origem última numa errônea concepção da vida, numa errada direção tomada pela vontade individual. Portanto, em última análise, todas as moléstias físicas, não como existem quando afetam uma vez o corpo físico e cumprem o seu trabalho de sofrimento e dor, mas como existem na sua origem, têm as suas raízes na mente – nesta ou em outra vida. Fraqueza de vontade, cultivo de maus hábitos gerando sementes de pensamentos que deixam na mente pensamentos-resíduos, enfraquecem o caráter. Qualquer pensamento mau ou falso se manifesta no corpo e acaba por arruiná-lo. O espírito de crítica, o pessimismo, o hábito de se queixar e de encontrar falhas em tudo e em todos, são em verdade doenças da mente.


Os pensamentos desarmoniosos não só envenenam o ar, mas também envenenam o próprio fluxo do nosso sangue e o nosso corpo; e a doença é a sua resultante. O que vem a ser pensamentos desarmoniosos? – São pensamentos egoístas, maus, inferiores, pensamentos de ódio, de ciúme, e têm suas raízes num coração que tem falta de amor.


Amiga ou amigo leitor forme uma outra visão! Crie mentalmente imagens de beleza e de força. Se você estiver obcecado por aquelas anomalias, transforme-as em cenas de beleza. É muito mais fascinante. É um delicioso passa-tempo que sempre produz efeito. Procure ver mentalmente coisas de elevado e nobre caráter, e tornai-as fortemente nítidas. Imagine para você mesmo o sucesso em coisas elevadas. Crie mentalmente coisas de beleza e de esplendor interno, e assim se livrará de todas as dores e moléstias. Enfim, elimine definitivamente de sua mente qualquer pensamento negativo e cultive pensamentos de amor, de harmonia, de fraternidade e dê adeus definitivamente ao sofrimento e à dor.

ALGUMAS DOENÇAS E SUAS CAUSAS:

ARTRITE E ARTROSE: Críticas, intolerância e rigidez mental.

ASMA: Pessoa que se culpa por tudo o que acontece ao seu redor; amor sufocante.

CÂNCER: Ressentimentos antigos; mágoas profundas; incapacidade de perdoar; autocrítica; desânimo.

CORTES: Raiva, ódio; rancor; ressentimentos.

DERRAMES: mente negativa; falta de alegria e amor.

DORES: Culpas; frustrações; insatisfação prolongada e carência afetiva.

IMPOTÊNCIA E FRIGIDEZ: Ressentimentos amorosos; culpas sexuais e nojo de si mesmo.

INCHAÇOS: Mente estagnada no passado, retendo o que não é necessário; problemas com a figura materna interior.

INFECÇÕES, INFLAMAÇÕES, FEBRES E ACIDENTES: Raiva, rancor e ódio.

LEUCEMIA: Ressentimentos profundos; preso ao passado; autopunição; angústia e perda de interesse pela vida.

OBESIDADE: Desamor; necessidade de proteção; crítica excessiva; medo da vida; sentimento de rejeição; inveja de pessoa próxima (geralmente na infância).

PROBLEMAS NA PELE E ALERGIAS: Individualidade ameaçada; orgulho ferido.

QUEIMADURAS: Ódio, raiva e rancor.

RIGIDEZ CORPORAL: Rigidez mental.

TUMORES, BOLHAS, VERRUGAS E FERIDAS: Mágoas encobertas.

ÚLCERAS: Medo de enfrentar a vida; irritabilidade; violência.

 





Texto de: Prof. Carlos Rosa


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