Prof. Carlos Rosa

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Você é o que pensa ser!

 


Bem, mesmo sabendo que o editor não gosta que se façam artigos contínuos, ou seja, desdobrados em duas ou mais edições, eu não poderia deixar de atender a alguns leitores que me escreveram e mandaram e-mails querendo saber mais sobre o cérebro humano. Como o espaço não é muito grande, preciso ser sucinto.
Certo dia uma aluna trouxe à minha casa uma amiga muito “velha” e debilitada. Quando peguei sua ficha, notei que aquela mulher que aparentava ter no mínimo 80 anos tinha somente 42. Perguntei-lhe: “Quantos anos você tem?” Com a voz entrecortada, me respondeu: “42. Parece que tenho mais, não é verdade?”.
Em princípio eu não queria acreditar, mas em tom de brincadeira, acrescentei: “É verdade, parece que você tem 43” – o qual a fez dar um pálido sorriso, que aproveitei e perguntei-lhe diretamente: “O que é que você quer?” A mulher disse: “EU NÃO QUERO SER COMO O MEU PAI!”.
Fiquei um tanto perplexo com o que acabara de ouvir e pedi que ela explicasse melhor. Ela falou:
-Eu tinha 12 anos, quando o meu pai, completamente embriagado chegou em casa; era um sábado, aproximadamente 9 horas. Ele falava muitos palavrões e minha mãe o recriminou, pois além de mim, tinha os meus irmãos de 10 e nove anos. O meu pai começou a gritar com minha mãe e agrediu-a. Eu entrei no meio da briga e também apanhei. Os meus irmãos idem; ou seja, naquele sábado todos foram dormir “quentes”. No domingo, ele acordou por volta do meio-dia e o almoço já estava pronto. Almoçamos calados. Após o almoço eu fui falar com ele, perguntar-lhe do porquê daquela cena na noite anterior. Ele já não se lembrava de quase nada, mas olhou bem dentro dos meus olhos e disse: “não liga não, você vai ser igual a mim”, ao que eu retorqui: “eu não quero ser igual a você”.
Bem, os anos foram passando e eu nunca mais consegui tirar aquela cena e as palavras da minha mente: EU NÃO QUERIA SER COMO O MEU PAI.
Casei aos 28 anos, tive a minha filha com 30, separei-me com 35, o meu pai morreu há três anos; a minha mãe no ano passado; fui mandada embora do emprego há dois anos; freqüentei psicólogos e psiquiatras; tomo remédios controlados e me encontro nesta situação.  -Por favor, o que é que eu faço para parar de pensar no meu pai?
Em princípio eu não tinha qualquer solução para o grave problema daquela mulher. Mas, num relance, perguntei-lhe: “Muito bem. Você não quer ser como o seu pai, certo?” Ela acenou afirmativamente com a cabeça e eu lhe fiz a seguinte pergunta: “E com quem você quer se parecer?” A mulher ficou completamente atônita e disse-me: “Não sei!” “Muito bem – disse-lhe – você vai para casa e quando souber com quem você quer se parecer, você me liga e continuaremos a nossa conversa – conclui”.
Um tanto desapontada, a mulher obedeceu e me ligou quatro dias após dizendo: “Eu já sei com quem quero me parecer”.
“Ótimo – disse – venha já para cá e continuaremos do ponto em que terminamos”.
Vamos deixar os “entretantos” e vamos aos “finalmentes”. O que é que tinha acontecido àquela mulher? Simples. Ela durante 30 anos, nada mais fez do que pensar no pai, passar diariamente o mesmo filme, a mesma peça de teatro que assistiu aos 12 anos. O cérebro registrou o fato e transformou-o em realidade. Complicado? Nem tanto!
Minha amiga ou meu amigo leitor, a vida é mais simples do que se imagina, a questão é puramente de treino, de educação, de condicionamento.
O Mestre Jesus disse: “Orai e vigiai”. Vigiai o quê? Os pensamentos, é claro. Em outra feita Ele disse: “O pecado não é o que entra pela boca, mas o que dela sai”. Perfeito!
Quando pensamos e falamos qualquer coisa, o nosso cérebro registra isso como uma “verdade” e, simplesmente, lhe “devolve” na sua justa medida, ou seja, se você pensar em doenças, com certeza as terá; se pensar ou falar de dívidas, pode ter certeza que elas aparecerão ou continuarão. Nunca se esqueça que o cérebro NÃO TEM a menor idéia do que é a palavra NÃO. “Eu não quero ser pobre”; “Eu não quero ficar desempregado”; “Eu não gosto de...”, etc. Com absoluta certeza será pobre, desempregado e vai ter de engolir do que não gosta.
Quer acabar com todos os seus problemas de falta de dinheiro, de falta de saúde, de falta de amor ou de falta de qualquer outra coisa? É mais fácil do que se imagina! Em vez de dizer ou rogar o que NÃO QUER, diga simplesmente o que quer. Vou lhes dar outro exemplo: Em vez de dizer que NÃO QUER ser pobre, diga: EU SOU RICO. Hipocrisia? Não! Isto é sabedoria. Você estará enganando-se a si mesmo? Em absoluto. Você está simplesmente condicionando o seu cérebro a que lhe dê dinheiro, prosperidade, felicidade.
Infelizmente a ignorância da maioria dos seres humanos é tamanha que não consegue vislumbrar a luz que existe por trás das nuvens. Noventa e oito por cento de toda a população deste planeta trabalha para o restante dois por cento, ou seja, somente uma ínfima parcela da nossa população tem consciência de como funciona efetivamente o seu cérebro e, assim, conseguem fazer que os outros noventa e oito trabalhem para si. Interessante? Muito!

 - Ph.D em Patologia Social, Numerólogo Cabalístico e diretor da Academia Brasileira de Numerologia Cabalística - (11) 5584-7378
Publicado no Jornal O Legado – Outubro 2006
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Texto de: Prof. Carlos Rosa


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