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SP desenvolve droga inédita contra asma sem efeitos colaterais

SP desenvolve droga inédita contra asma sem efeitos colaterais

 

Nova droga foi produzida a partir do veneno de peixe e não apresenta as tradicionais reações ao corticóide

O Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado de Saúde, desenvolveu uma droga para o combate da asma, sem os efeitos colaterais do corticóide.

As pesquisas detectaram um peptídeo com propriedades anti-inflamatórias que atuam de forma mais eficiente que os tratamentos já existentes. A droga, desenvolvida a partir do veneno do peixe Niquim, já foi patenteada pelo Butantan no Brasil e está em processo de registro em outros oito países.

“Os medicamentos mais eficazes contra asma utilizam corticóides, uma substância que causa inúmeros efeitos colaterais no organismo. Nosso desafio foi desenvolver uma droga capaz de atuar com a mesma eficácia, mas sem o impacto negativo”, afirma Monica Lopes Ferreira, uma das responsáveis pela pesquisa.

Atualmente, os medicamentos como os corticóides inalatórios são usados no tratamento e na manutenção dos pacientes com asma persistente. O problema é que para isso eles também inibem o funcionamento do sistema imunológico como um todo, além de poder acarretar problemas nos rins, fígado e osteoporose.

“A droga desenvolvida pela equipe do Butantan inibe a produção exacerbada das células de defesa que atuam no pulmão, e não geram outros problemas. Efeitos colaterais, como disfunções hepáticas e renais e o inchaço gerado pela retenção de liquido, também não foram detectados”, explica Mônica.

Outro ponto positivo da nova droga é a estabilidade da forma química do peptídeo que serve como base. Isso permite que seja utilizada uma quantidade menor de droga por dose, além de uma maior versatilidade em sua apresentação.

“Para garantir que o medicamento chegue ao organismo sem ter sua eficácia prejudicada, a indústria farmacêutica se vê obrigada a formular doses de medicamentos com quantidades de droga maiores do que o organismo precisa. Isso não acontece com a nossa droga. Assim seria possível produzir diferentes tipos de medicamentos a um custo menor”, declara Mônica.

 O próximo passo é a produção de medicamentos a partir dessa droga pela indústria farmacêutica.

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Autoria

Texto de: A. C. Instituto Butantan - Secretaria de Estado da Saúde - 13-10-2010

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