Prof. Carlos Rosa

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Como desenvolver a mente II


Normalmente, o ser humano não é bom observador. No artigo passado, eu mencionei que deveríamos fazer alguns exercícios a fim de desenvolver a mente, lembram-se? Vamos a eles.
O primeiro consiste em aprender a “observar” corretamente. A sugestão é que, em frente a uma vitrina, você fique com caneta e papel na mão (assim como outra qualquer, se você, amiga ou amigo leitor não fizer esta experiência, jamais saberá se funcionará ou não). Olhe para a vitrina durante trinta segundos; depois, de costa para a mesma, escreva tudo o que observou lá dentro, assinalando a forma e a finalidade dos objetos em exposição, etiquetas com preços, se houver, cores, tamanhos, todos os detalhes possíveis, durante um minuto. Depois, volte a olhar para a vitrina, confira os detalhes e assinale o que deixou de anotar. Este teste não só desenvolve a faculdade de observar as coisas de relance e recordar o que observou, como será útil para desenvolver uma das principais funções da mente, que é a memória. Faça este teste no mínimo uma vez por semana.
Mesmo tendo uma memória “treinada”, não recomendo a memorização de grandes trechos em prosa e verso, pois acho que a repetição mecânica e automática tende a cansar a mente, em vez de estimulá-la, a menos que isso lhe dê prazer. A memória se fortalece quando o método é interessante. Se o material apresentado à pessoa não é interessante, será automaticamente rejeitado e a memória oferecerá resistência a aprendê-lo. Ao contrário, se tivermos de memorizar uma bela canção, um poema, uma anedota ou qualquer coisa interessante e agradável, verificaremos que o aprendizado se torna muito mais fácil.
Existe um outro exercício que se destina a desenvolver a percepção, estado em que a mente está desperta. É fácil! Uma pessoa diz uma palavra a qual deve ser seguida o mais rapidamente possível por outra que se relacione, pronunciada pelo interlocutor. É uma técnica muito usada na psicologia, mas pode assumir também a forma de um jogo, em que várias pessoas tomam parte. Por exemplo: uma delas diz “carvão” e a próxima deve dizer (o mais rapidamente possível) algo que se relacione com “carvão”, que pode ser “fogo” ou “fagulhas”.
Este excelente exercício aguça o senso de ligação de palavras e imagens relacionadas umas com as outras. Também melhora o mecanismo do raciocínio, obrigando a pessoa a pensar rapidamente na palavra que se relaciona com a pronunciada por alguém. Nesta altura, é importante frisar que o baixo grau de cultura de uma pessoa que esteja “jogando”, não prejudica o resultado. Mesmo uma pessoa com parcos recursos intelectuais, será capaz de sugerir uma palavra para completar a que ouviu pronunciar, só que, neste caso, será um termo menos sofisticado e mais direto. Por exemplo, enquanto a pessoa menos instruída pode dizer “fogo”, depois de “brasa”, a mais culta poderá dizer “fagulhas”. A escolha das palavras é mais limitada quando a pessoa vem de um meio mais simples e é menos instruída, mas a capacidade de escolher uma palavra no banco da memória não é diferente, no caso de alguém que não teve grande instrução, da de um indivíduo mais culto ou sofisticado.
Já o desenvolvimento mental no plano esotérico, é completamente diferente. Existem certas pessoas que fazem uso de “drogas” ou estimulantes artificiais e esperam, por esses métodos, obter grandes reservas psíquicas de conhecimentos e de experiências. Ledo engano. Pode-se atingir o mesmo estado de expansão usando meios muito mais naturais, como pela hipnose, por exemplo, onde conseguimos a expansão dos planos do inconsciente, obtendo, muitas vezes, o aumento da capacidade de percepção. Existem, ainda, práticas facílimas na qual se obtém excelentes resultados, como o que descreveremos a seguir.
Quando a pessoa não dispõe de alguém que a ajude a atingir esse estado, pode obter, por si mesma, o desdobramento das faculdades mentais. Como em certas formas de meditação, esta técnica exige apenas que a pessoa seja capaz de tirar uma parte do dia para afastar-se da realidade e prosseguir com esta prática, sem interrupção. Bastam 5 minutos no final de cada dia.  O processo terá melhores resultados se estabelecermos um horário fixo e não o modificarmos. Se lhe reservarmos sempre o mesmo tempo e no mesmo horário, a cada dia, a sua percepção ficará muito mais aguçada; não tenha dúvida.
Não é necessário deitar-se ou ficar num quarto escuro. Um ambiente de penumbra e uma atmosfera tranqüila são mais importantes. Desligue o telefone; se existirem pessoas em casa, peça que não interrompam, use roupas cômodas e nada de sapatos. Sente-se confortavelmente (ou deite-se, se preferir), feche os olhos naturalmente e imagine que está num cinema. O filme acaba de terminar e você está diante de uma tela em branco. Concentre-se por alguns segundos nessa tela, respire normal e regularmente e procure relaxar-se física, mental e emocionalmente. É importante não permitir que pensamentos de dor e sofrimento penetrem em sua mente. Não force, entretanto. Procure não se concentrar em coisa alguma. Simplesmente relaxe tanto quanto possível.
Por vezes, imediatamente, em outras, algumas semanas mais tarde, imagens e pensamentos surgirão em sua “tela interior”. Podem ter sua origem no presente e representar idéias ou experiências reprimidas. Podem provir do passado, relacionando-se com o presente, como podem também ser imagens futuras e representar idéias provocadas por meio de mediunidade, ou uma forma de percepção extra-sensorial que conduz à expansão permanente das faculdades mentais. À medida que o exercício prossegue, você se tornará mais consciente. Será capaz de enxergar certas coisas em outros planos, que não os apenas físicos. Sentirá o ambiente e a atmosfera desses lugares, que de outro modo escapariam à sua percepção. Você, com o passar do tempo, começará a absorver mais depressa certos conhecimentos. É quase como se você esticasse os limites de sua mente.
Gradualmente, os laços que ligam as partes física e mental do seu ser, podem ser desfeitos à vontade. Podem sobrevir projeções astrais involuntárias ou experiências extracorpóreas, nesses momentos. Também é possível que você sinta apenas aumentada sua capacidade de projetar-se para além das limitações físicas de seu corpo (não tenha medo – é delicioso!).
Para melhorar ainda mais esta vivência, você pode usar ervas aromáticas; elas são estimulantes e atuam sobre os nervos sensoriais, aliviando a tensão. Observe que em quase todas as religiões, sejam elas orientais ou mesmo em nossas igrejas católicas, o uso de “defumadores” é muito usado antes das missas, meditações ou orações. As ervas aromáticas criam uma atmosfera mais tranqüila e harmoniosa, onde a probabilidade de êxito do que se estiver fazendo é muito maior.
Bem, espero sinceramente que este artigo, publicado em duas partes (na edição anterior e nesta), tenha servido para melhorar a sua mente. Caso queira mais informações a respeito, não se furte em telefonar, mandar um e-mail ou comparecer pessoalmente à nossa organização. Isto é apenas a ponta do iceberg. Até o mês que vem.

 

Professor Carlos Rosa: Contato: (11) 5584-7378 





Texto de: Prof. Carlos Rosa


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